Tem como enfrentar a ressaca?

Postado em 8 de setembro de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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Ressaca: dicas ajudam mesmo a combater esse "mal do dia seguinte"? / Foto: internet

Apesar do frio que faz no Rio de Janeiro com esse tempo virado… não! O título desta postagem não tem nada a ver com o mar. Motivado pela experiência de ver amigos virando as quatro noites de folga por causa do feriado, resolvi escrever sobre o tema por três motivos. Primeiro porque o assunto virou uma matéria muito engraçada na coluna de entretenimento do R7. Segundo porque, sem ter o mesmo benefício da folga  – trabalhei todos os dias com excessão do domingo - pude observar, saindo cedo de casa para o trabalho, a cara de quem estava na rua fazendo o fluxo inverso: voltando depois da “balada”. 

Em terceiro lugar, o mais importante: não sei se o problema é comigo, mas eu mal consigo entender as “dicas de beleza” tão complexas para o universo masculino.  

Os sintomas da ressaca entregam qualquer ser humano no dia seguinte. No sábado, por exemplo, estava tomando café da manhã no hotel, em São Paulo (era plantão por lá) e via a cara de quem voltava com roupa de festa ainda, com olhos fundos, as vezes cobertos por óculos escuros. Eu me questionava: o que é melhor? Estar indo trabalhar ou estar como “eles” voltando de tamanha diversão porém massacrados pelos efeitos da noite?  Vamos combinar: fica praticamente impossível esconder que na noite passada você estava em uma festa daquelas numa situação assim, certo?

Foto ilustrativa: internet

A reportagem diz: Ao voltar para casa após ter bebido bastante, é recomendado usar no rosto produtos drenantes e descongestionantes não oleosos.
 
Eu digo: Hã? Alguém traduz isso por favor? Eu lavaria o rosto com água e sabão, no máximo.

 

A reportagem diz: Um chazinho antes de dormir, como mandava a vovó, também é uma boa opção para acordar praticamente novo.

Eu digo: eu tomaria, no máximo, um copo de leite. Minha mãe diz que desentoxica…

 

A reportagem diz: O chá verde, que tem propriedades antioxidantes, e a folha piloselle, que possui ação diurética, favorecem a drenagem da água retida nos tecidos.

Eu digo: Como assim? Não serve uma latinha daquele “Green Tea” na padaria?

 

A reportagem diz: Beber muita água, evitar os alimentos muito salgados, que retêm mais líquidos, e aplicar uma máscara calmante, descongestionante e revitalizante, que garanta um resultado imediato, ajuda a retirar o aspecto de cansaço e deixa a pele mais viçosa.

Eu digo: Um pão com ovo e presunto escapa dessa da regra? E mais: descongestionante? Eu uso o Sorine…

 

A reportagem diz: Algumas máscaras são ideais para serem guardadas na geladeira, o que é perfeito para quem quer diminuir o inchaço do rosto. 

Eu digo: Essa história de ir à geladeira pegar gelo ou máscara pode acabar virando desculpa apar pegar mais uma cerveja. Não recomendo!  

 

Conclusão: Melhor ter trabalhado! Mesmo sem beber a ponto de ficar “na mão do palhaço” não sei se teria muita paciência para estas dicas. Pensando assim dá até para comemorar: ainda bem que eu estava trabalhando no feriadão! Deixa a folga pra lá…

 

 

O perigo vem do céu?

Postado em 6 de setembro de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 07/09/2010 às 12h34 

É curioso como os defensores dos baloeiros sumiram que nem balão! Quando falamos sobre o assunto sempre há quem apareça para defender a prática, dizer que é uma questão cultural e não criminosa. Pois bem: abrimos o espaço aqui para discutirmos o assunto e ouvirmos o outro lado da moeda. Como disse na postagem original, procurei me despir de todos os “preconceitos” – ou preceitos legais – sobre a prática. 

Ninguém apareceu para falar do “lado bom” de ser baloeiro. Porque? Sério mesmo: queria ouvir a opinião dessas pessoas! Queria entender o que se passa na cabeça de quem acredita que a tradição precisa falar mais alto que a segurança da população. Ninguém é obrigado a se identificar, ninguém é obrigado a dizer que é baloeiro. Mas as opiniões aqui são em 100% contrárias aos baloeiros. Para fechar então o tema, seguem imagens do arquivo do jornal “O Globo”, que mostram apenas alguns dos incêndios registrados por causa de balões, um na zona sul e outro na zona norte da cidade. 

 

  

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POSTAGEM ORIGINAL:

Queria entender um pouco mais sobre o universo de quem solta balões. A prática é considerada crime, envolve riscos, a pena pode chegar a até 3 anos de prisão. Mas sempre que o assunto entra em pauta, percebo que sempre há quem se revolte com as críticas feitas ao baloeiros. Pessoas que, como pude observar nos últimos comentários, são solidárias a quem solta balões e não a todos nós que podemos ser prováveis vítimas. Então ao invés de criticar – embora saiba que critico um crime e não um hobby – preferi hoje escutar. Vamos fazer dessa postagem um laboratório então? Me proponho aqui a esquecer por alguns minutos que estamos falando de um crime ambiental. Vou esvaziar minha mente do que é conceito legal para focar no comportamental.  

foto: Luciana Whitaker

 

Na minha opinião soltar balão, independentemente de ser crime é, antes de mais nada, um perigo. Talvez por estar do outro lado da moeda, estou mais acostumado a dar notícias e ver imagens dos estragos que eles causam quando caem. Quem solta está acostumado a ver a beleza de quando eles sobem. Daí fico me questionando se quem solta balões não pensa que, por uma ironia do destino, eles não podem acabar caindo em cima de suas próprias casas! Em Copacabana vi o caso de um balão que entrou pela janela de um apartamento e queimou os braços de uma senhora. O argumento de que o balão só cai no mar também me parece falacioso: balão não é navegável. Não vou nem mencionar aqui a questão do tráfego aéreo nas proximidades do Galeão e do Santos Dumont.  

Digo ainda mais sobre um outro aspecto: os crimes que passaram a “orbitar” em torno da prática de soltar balões! O “serviço” de resgate de balões acabou virando uma disputa armada, com direito a invasão de terrenos, casas, e até o relato de apartamento invadindo, bem no meio do almoço, eu já escutei. Até tiros já forma dados para o alto quando o helicóptero da Record filmava um destes resgates criminosos aliado à invasões. Acredito que o “romantismo” que existia entre os mais antigos, infelizmente não existe mais. Não pelo menos entre a maioria dos baloeiros. Hoje o que tenho visto é o contrário.  

Bom, esse é o meu ponto de vista sobre o assunto. Mas o fato de receber mensagens também de apoio aos baloeiros – poucas, mas expressivas – me faz propor esse laboratório. O que gostaria de ouvir hoje é porque tanta gente ainda apoia e pratica soltar balões em centros urbano, mesmo com tantos problemas que são decorrentes da prática. Há alguma proposta entre os próprios baloeiros, por exemplo, para que a atividade fosse “regulamentada” se é que é possível fazer isso?  

Qu

São Pedro e a escala de plantão…

Postado em 3 de setembro de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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Sexta-feira é um dia sem delongas. A agonia do dia terminar começa quando ele ainda nem começou. Daí o telefone toca e tudo muda. Você descobre que sábado também tem jornal e como diria o ditado” alguém tem que fazer o serviço sujo”. Considerando que de sujo o trabalho não tem nada, respondo a mim mesmo diante do espelho: sim, como que numa premiação da Mega Sena, você foi sorteado, escolhido, eleito ou simplesmente apontado para trabalhar via ponte-aérea! 

O velho São Pedro parece que ajuda. É como se houvesse uma reunião no céu e ficasse decidido: “veja bem Fábio Ramalho, nos dias de sol e calor intenso no Rio, seu plantão será em São Paulo.”“Mas e domingo?” – pergunto aflito ao suposto responsável pelo tempo. A resposta: “domingo é outro dia meu filho… domingo vai chover!” Pronto! Era tudo o que eu precisava ouvir para saber que o fim de semana vai ser “daqueles”! 

É culpa de São Pedro ou é a pura lei de Murphy? Rs.

Foto: montagem da internet.

 Bom fim de semana a todos! Divirta-se com responsabilidade!

Fábio Ramalho

 

Plate du Jour: sujeira

Postado em 1 de setembro de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 02/09/2010 às 13h34

Apesar da maioria ESMAGADORA dos comentários ser de pessoas revoltadas com a denúncia e autuação de 5 restaurantes do Shopping Tijuca, sempre há quem tenha “pérolas” em defesa do que é condenável e ainda por cima injusto: vender caro comida que já não tem valor por estar VENCIDA. Alguns dos comentários merecem uma moldura na parede:

“ Trabalho em uma dessas lojas que foi acusada, mas tenho a dizer que não servimos sujeira para os clientes. Eles são muito bem recebidos, pode ter certeza disso. Conheço o Abimael e ele fez certo em responder sua emprensa daquela maneira. Vocês só querem isso: fofoca.” – Graciele

Resposta: Graciele, o princípio básico de qualquer empreendimento comercial no ramo de alimentação é qualidade em seus produtos e bom atendimento. Isso não é diferencial, é obrigação.  Sobre a qualidade dos alimentos, a fiscalização já disse tudo. Sobre o atendimento, eu te lembraria que uma boa prestação de serviço inclui ter dedicação e respeito, mesmo quando as situações são adversas e desfavoráveis à empresa. O seu colega infelizmente errou no atendimento e você, se me permite dizer, com todo o respeito,  também comente o mesmo equívoco quando assina embaixo da atitude dele. Em tempo: pelo menos você respondeu algo à sociedade, o que ele não fez quando questionado. Lembre-se: fora do seu horário de trabalho você também é consumidora, como eu e tantos outros, e não gostaria de receber a resposta que o seu colega deu, talvez num momento de tensão.  Muito menos você gostaria de consumir os alimentos nas condições em que eles foram encontrados.  Obrigado por comentar.

“…Eu, como lojista da praça de alimentação, que tenho todo o cuidado do mundo com higiene e prazos de validade, pago o preço dos vizinhos que não respeitam as regras. Isso é o que machuca o coração e o bolso.” – Rodrigo

Resposta: Você sim tem toda razão. É aquela história dos “justos que pagam pelos pecadores”. Por isso que, em todo o meu texto, fiz questão de lembrar que foram 5 restaurantes autuados e não todos da Praça de Alimentação. Acho que a providência número 1 deveria ser da administração do shopping. A mesma que se isenta dos problemas alegando que a questão sanitária é de responsabilidade dos restaurantes e não do Shopping. Pense comigo: se o shopping tem que zelar pelo seu “mix” de lojas e restaurantes, porque não criar (ou contratar) uma comissão interna (ou externa mesmo), independente, como uma “auditoria alimentar” para fazer vistorias frequentes nos estabelecimentos e rever posturas e procedimentos? Se esse controle existisse, cenas como as vistas esta semana não se repetiriam e todo o shopping não pagaria o preço da sujeira e descuido de poucos. Acho que é uma sugestão que custa menos que as multas para quem foi autuado; e menos que o prejuízo para quem trabalha no mesmo centro comercial.   

O último comentário que quero destacar não tem a ver com a postagem original, e sim com uma questão que tratamos ontem no RJ RECORD: os balões no Rio de Janeiro. Veja o comentário que recebemos:

“Deixa a vida dos baloeiros em paz! Eles nãoo estão roubando niguém. Balão é arte e nunca foi crime. Qualquer fogo o povo manipulador da mídia fala que foi balão. A policia tem que prender os ladroes safados e não os baloeiros. Balão nunca vai acabar: somos quantos como as estrelas no céu. E um aviso: quem denunciar os baloeiros nas favelas vai se dar mau.” – Patrícia.

Resposta: Um ladrão entra na sua casa pela janela, de madrugada, rouba tudo. Me diria para deixar esse ladrão em paz? Um balão entra na sua casa pela janela, de madrugada, queima tudo. Me diria para deixar esse baloeiro em paz? Pense bem. A manifestação de uma arte pode se dar de diversas formas, menos de uma forma criminosa. Ao contrário do que disse, soltar balões é crime. Rende de 1 a 3 anos de prisão.

 

 

POSTAGEM ORIGINAL:

Se a sua leitura aqui do blog for bem na hora da refeição, te peço desculpas. Sugiro que leia o relato de hoje de estômago vazio. O que sugiro ainda é desconsiderar o tradicional almoço no shopping se o seu foco for o shopping onde ratos andavam no meio da praça de alimentação. Hoje o texto é mais que reclamação: é boicote pela nossa saúde.

 

imagem ilustrativa: internet

A reportagem foi ao ar no RJ RECORD de ontem e me causou indignação. Os frequentadores já tinham reclamado. A vigilância sanitária também. Nada foi feito e o resultado da “blitz” de ontem à tarde na praça de alimentação do Shopping Tijuca foi lamentável. Comida fora do prazo de validade, alimentos armazenados em lugares errados, sem embalagem adequada e sem refrigeração.  Era o que a gente comia por lá sem saber.

Esse meu “a gente comia por lá” não é exagero. Me incluo facilmente neste conjunto universo porque, por trabalhar em Benfica, era frequentador assíduo de alguns dos restaurantes deste shopping. “Era”, claro, porque vou pensar um pouco mais sobre a higiene no preparo da minha comida. E não estamos falando de um único restaurante não: foram cinco, sem contar com o relato de roedores nas áreas comuns.

Para não cometer injustiças, acredito que há muitos outros restaurantes, no mesmo shopping Tijuca, que trabalham de forma higiênica. Para não cometer erros, vou citar o nome dos autuados aqui, sem nenhum peso na consciência. Não é justo que os restaurantes que respeitam o consumidor sejam nivelados com os “porcalhões”.

Anote aí:

Camarão & Cia, Doce Delícia, Grande Muralha, Montana Grill, Viena

 

O mais surpreendente foi o abuso do funcionário do “Camarão & Cia” ao receber a ligação da nossa produção. Queríamos saber a resposta do restaurante sobre o que foi encontrado. Sabe o que o funcionário – que se identificou como “Abimael” – disse? Que não tinha obrigação de dar informações; que procurássemos o SAC (serviço de atendimento ao cliente) ou o Bispo Edir Macedo (?). Se o funcionário faz isso no trato com a imprensa, imagine como não trata a nossa comida, hein?

Foto ilustrativa: internet

É importante lembrar que estamos falando de alguns restaurantes do Shopping Tijuca – na maioria franquias – que podem nem refletir a condição de higiene e segurança alimentar em outros restaurantes da mesma rede. Lamentável ter que escrever sobre empresas grandes, renomadas, que tem assessorias de imprensa bem montadas, ágeis e educadas, mas que, na ponta, no balcão, é isso que a gente escuta…

 Na máxima do capitalismo - que envolve a lei da oferta e da procura - o que vou fazer é boicotar. Até achar que não haverá ratos passeando entre as mesas – isto está registrado em ocorrência na delegacia da área – prefiro não fazer nenhuma refeição por lá, principalmente nesses cinco restaurantes.

 

 

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Rio de Janeiro: capital do México.

Postado em 30 de agosto de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 31/08/2010 ÀS 13H34

CRUELDADE NA CARNE

O que faz um “maluco” enfiar na barriga de uma criança de 1 ano e 5 meses duas agulhas e um prego? A polícia esclareceu um crime, de uma crueldade ímpar, e descobriu o impensável: quem fez isso foi um vizinho, que mora na mesma vila que a criança, em Duque de Caxias.

Duas agulhas e um prego: crueldade com uma menina de 1 ano e 5 meses. / Foto: R7.

A primeira hipótese é pensar que um cara desses é maluco, tem problemas psiquiátericos. Mas no exame feito com ele, tudo o que foi comprovada foi uma “leve depressão”. Na delegacia ele pediu desculpas à família e explicou o motivo do crime. Sabe porque ele fez isso? Porque sentia “inveja” do carinho e atenção que a menina recebia da família. Pasme: ele foi abandonado pela mãe qundo ainda era pequeno. Se tamanha crueldade ainda não foi o suficiente, atente para os requintes dela: o homem fez isso no meio da rua, durante uma distração da mãe. Ela não percebeu que quando o homem tocava a criança a menina chorava sem parar. Ingenuidade demais!

E ainda tem mais para se pensar. Veja só que delicadeza é um caso desses: num primeiro momento chegou-se a cogitar maus tratos por parte da família. Imagine só sobre quem a culpa instantaneamente iria recair senão sobre quem está com a menor 24 horas por dia? A gente, quando é obrigado a mostrar casos assim, anda no fio da navalha. É preciso todo cuidado para não fazer julgamentos precipitados em cima do que a polícia as vezes precisa cogitar. Uma palavra errada pode fazer uma mãe – INOCENTE – ser hostilizada por todo um bairro, por toda um cidade.   

Um homem como esse precisa mais que punição. Precisa de acompanhamento psicológico, psiquiátrico. Estamos falando de uma pessoas que, muito provavelmente – do alto de sua loucura não atestada - não deve ter noção do que está fazendo. Nem por isso deixa de ser um MONSTRO.   

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POSTAGEM ORIGINAL:

Como o assunto “tráfico de drogas” sempre permeia os assuntos no nosso blog, não poderia começar a semana sem analisar um fato ocorrido na semana passada no México: aquele massacre com 72 mortos que tentavam entrar ilegalmente nos Estados Unidos – via fronteira Mexicana – e que foram “recebidos” por um dos cartéis que atuam no país. Diante da oferta – negada – de trabalharem como “matadores” para o grupo, todos foram executados.

O que me chamou a atenção foi uma declaração que vi no jornal “O Globo” na última quinta-feira: o presidente do “Coletivo para uma Política Integral para as drogas”, Jorge Hernandez Tinajero, diz, com todas as letras, que descriminalizar as drogas no México já não resolveria mais o problema da violência no país. De acordo coma teoria dele, já é tarde para o México fazer isso. Se a ideia tivesse sido discutida antes, tudo bem. Mas agora, o questionamento que ele deixa no ar é: se houvesse uma descriminalização, para onde iria todo o “exército” que hoje vive em função do tráfico e que mata em dois principais cartéis do pais?

Quando li essa pergunta dele foi inevitável não fazer um paralelismo em relação ao que vivemos aqui no Rio de Janeiro. Modéstia às favas, como diria meu pai, não é nada diferente do que já discutimos e escrevi aqui mesmo neste blog. Sem ao menos conhecer o presidente que deu tal entrevista, sempre questionei isso aqui também. Será que a cada dia que passa e não discutimos o assunto tráfico – mesmo que passando pela “temível” palavra descriminalização – não estamos empurrando um problema para frente com a barriga como o México fez?

Não sou favorável às drogas, mas acho que precisamos discutir o assunto tráfico. São duas coisas diferentes, apenas consequência uma da outra. É no tráfico que está o problema. Aliás o “x” da questão está em não conseguirmos – o estado – debelar uma situação de crime, sendo ele qual for esse crime. O “tráfico” é apenas o rótulo do pior deles qui no Rio.

Será que a política de discutir menos e enfrentar mais não é o mesmo que, aos poucos, transformarmos o Rio de Janeiro em um “México” partido por facções rivais numa situação tendendo quase ao irreversível?

 

 

Uma justa homenagem

Postado em 27 de agosto de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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Carlos Geraldo: presidente da Record Rio.

Como hoje é sexta-feira, vamos falar de assuntos mais leves?  Leves porém não menos importantes, como a homenagem que nosso presidente da Record Rio recebeu recentemente na Câmara de Vereadores do Rio. Carlos Geraldo foi condecorado com a Medalha Pedro Hernesto, a maior honraria que a Câmara de Vereadores concede a um cidadão.

Quando a Tãnia Athayde – assessora de imprensa da Record – me mandou a foto do evento, resolvi postar aqui não apenas por ter sido uma homenagem de vereadores; ou porque a foto saiu em revista; ou ainda porque foi uma homegem ao “presidente” da casa. Na verdade a palavra “presidente” nunca teve esse peso todo - salvo o respeito devido – desde quando conheci Carlos Geraldo há 10 anos, ainda em Brasília, quando ele ainda nem sonhava em presidir a empresa na segunda maior cidade do país. A maioria das pessoas da casa tem um presidente. Eu tenho um amigo de “longa data”. Por isso vale à pena falar sobre isso aqui.

Se por algum lampejo passar pela sua cabeça que há alguma ponta de “puxa-saquismo” na postagem de hoje, é porque você talvez nunca tenha tido a sorte de ter um baita amigo ocupando um cargo tão importante, coincidentemente, na mesma empresa que você trabalha. Eu tenho e não deixaria de dizer isso aqui.    

 

Um excelente fim de semana! Divirta-se com responsabilidade!

 

Fábio Ramalho

Quando bandido quer ser juiz eleitoral

Postado em 25 de agosto de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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 ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/08/2010 às 14h02

 ”Meu bolso” Linha Aéreas 

Ana Hickmann. / Foto: divulgação Record.

A Ana Hickmann pode não entender muito de transporte de presos. Não é o negócio dela. Mas nossa colega entende de custos de viagem como ninguém. Acostumada a cruzar os céus em compromissos por todos os cantos do país,  Aninha não é de esbanjar como nosso poder público vem fazendo. 

Se o Rio de Janeiro tivesse uma companhia aérea só para cuidar da transferência de presos ela, sem dúvida, teria esse nome: “meu bolso linhas aéreas”. Na verdade, como não se trata de nenhuma sociedade anônima, poderia ser “nosso bolso”, numa clara referência a quem paga a conta.  

Vamos às comparações. Na justiça não funciona assim? Se você entra com um ação contra alguém e perde, além dos custos com o seu advogado você ainda paga o advogado de quem foi acionado injustamente. Com presos poderia valer o mesmo. Não estou sugerindo que a conta do metanol usado no avião que levou os traficantes da Rocinha para um presídio no norte do Brasil seja entregue, em boleto bancário, na porta do traficante “Nem”. Até porque bens do tráfico já são automaticamente penhorados quando apreendidos. Mas no caso do goleiro Bruno, isso devia entrar em uma “pendura” a ser cobrada do bolso do réu caso ele venha a ser condenado. O que acha? Já li que há projetos de lei em países da Europa – como a Holanda – para que o dinheiro gasto com transferências assim retorne aos cofres públicos. 

Numa rápida pesquisa descobri que a passagem pormocional, por exemplo, entre Rio e Porto Velho sai – na Gol - por R$ 839,00. Se são dez presos já iriam aí R$ 8.390,00. Como a gente está considerando que, na verdade, eles viajaram em avião menor, no estilo “executivo”, aí a cifra pode saltar para mais de 15 mil reais pelo “charter”.

Para não pensarem que estou louco, explico onde a Ana Hickmann entra nessa. Outro dia ouvia a produção do “Hoje em Dia” conversar sobre o custo de um helicóptero para levar a apresentadora do Rio para um evento em Angra. Sabe quanto sairia a viagem? A bagaleta de 5 mil reais. O curioso é que a própria Ana preferiu ir de carro para cortar custos! No final das contas o helicóptero acabou levando sim a nossa loira mais querida, já que era interesse do hotel envolvido recebê-la. O custo foi dele.

Então eu me pergunto: se a Ana Hickmann pode viajar de carro com seus 1,20m só de pernas, porque o goleiro Bruno e o Macarrão não podem vir ao Rio de viatura policial?

Chegada de Bruno e Macarrão ao Rio: transferência em avião da Polícia Civil. / Foto: "O Dia".

  

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POSTAGEM ORIGINAL:

Ônibus queimado: outra ação do tráfico que se acha "juiz eleitoral" em Macaé. / Foto: "O Dia".

Para mim a função sempre foi bem clara: juiz eleitoral é aquele que decide sobre legitimidade de candidatos, sobre o que é certo e o que é errado durante o período de pleito. Mas quando bandido resolve se passar por juiz eleitoral é porque alguma coisa está errada em nossas comunidades.

A história desses supostos traficantes que se achavam no direito de “selecionar” quais candidatos podiam fazer campanha nas comunidades aconteceu em Macaé, no norte do estado do Rio. A policia descobriu o esquema depois que candidatos se queixaram de não poder entrar em algumas áreas dominadas por traficantes. Por decisão da justiça os quatro presos vão ficar longe de seu “reduto eleitoral”. Eles foram transferidos aqui para o Rio de Janeiro sob um forte esquema de vigilância da Polícia Federal. Depois do ocorrido agora é regra: equipes da Polícia Federal continuam nas ruas da cidade, acompanhando os candidatos durante a campanha. Se você acha que isso é coisa que só se passa em Macaé surpreenda-se: aqui no Rio já há casos de candidatos que foram proibidos de entrar em comunidades.

Minha pergunta: que situação de domínio da criminalidade é essa que candidato precisa de escolta da polícia para conseguir fazer campanha política? 

 

O tráfico o “leão” e o “rato”

Postado em 23 de agosto de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 24/08/2010 às 13h40

Cadê os fuzis da Rocinha?

Anoitecer na Rocinha: sem armas, suposta tranquilidade. / Foto: Levi Ricardo

A prova de que o tráfico não é “leão” e sim, pelo tamanho, “rato”:  onde estão os fuzis que eram ostentados no alto do Borel e da Rocinha para mostrar o poder de fogo do crime organizado? O relato – não apenas de policias – mas de nossos repórteres é de que o clima na Rocinha é de um “pseudo-desarmamento” depois dos problemas do último fim de semana.

Os negócios não estão parados, mas tudo acontece de forma mais “velada”. Há quem diga até que o traficante “Nem” estaria escondido. Escondido acredito, fora da comunidade não. Assim como também não acredito na possibilidade, repito, de que ele se desse ao trabalho de sair da camunidade onde vive “sitiado” para visitar um baile funk em outro morro.

A informação é que a Rocinha tem hoje cerca de 400 homens trabalhando para o tráfico. Não sei se chega a tanto, mas vamos a um cálculo rápido: se considerarmos turnos de 8 horas, teriámos por turno, à postos, 133 homens. É muito, mas não é tanto. Na sua opinião daria ou não para invadir e buscar quem se quisesse lá dentro?

É preciso separar o que é folclore e o que é realidade. E pelo menos hoje tenho certeza de que o tráfico é bem menor do imaginamos, embora seja organismo pensante…

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POSTAGEM ORIGINAL:

Já ouvi dizerem que se um dia as favelas resolvessem “descer” do morro facilmente tomariam conta de todo o Rio de Janeiro. A densidade populacional nessas comunidades está aí para tentar endossar essa teoria. A Rocinha, por exemplo, ocupa 4 vezes menos espaço que todo o bairro de São Conrado. No entanto tem aproximadamente 4 vezes mais gente morando!

São duas “São Conrados” diferentes. Uma do luxo, do metro quadro mais caro do Rio de Janeiro; e a outra é a São Conrado da Rocinha, da maior comunidade da América Latina. Duas facetas de extremos em um bairro diminuto.

O raciocínio da favela descer do morro e controlar a cidade é no mínimo falacioso. Para isso ser verdade teríamos que considerar que todos nos morros são bandidos, certo? Isso é pra lá de mentiroso.

Você realmente acredita que enquanto aqueles homens estavam causando desordem em São Conrado a Rocinha tinha um exército numeroso na retaguarda, vigiando a “fortaleza” do morro? Dá para acreditar que todo aquele comboio, o chamado “bonde” era apenas para levar alguma droga em plena luz do dia e não o chefe de venda delas?

Entrada do prédio que ficou no meio do fogo cruzado. Foto: Fabio Gonçalves / Agência O Dia

Quem já subiu morro pelo menos uma vez na vida sabe: o tráfico não é um exército tão numeroso como imaginamos. O tráfico, na verdade, é “apenas” um exército articulado e potente do ponto de vista de logística e armamento. Não são tantos “postos de trabalho” no crime como imaginamos ou tememos.

Me responda: em alguma comunidade onde já foi instalada UPP houve uma fuga de pessoas mudando de endereço tão significativa assim a ponto de vermos casas vazias, pontos abandonados e esquecidos? Isso nunca aconteceu embora haja um fluxo natural – de poucos – em busca de novas áreas de atuação.

As imagens que vimos este fim de semana induzem a esse tipo de raciocínio perigoso e até preconceituoso de que a favela pode “tomar” a cidade.

Hotel Intercontinental: cenário de todo o sequestro. / Foto: R 7

Aqueles que vimos invadindo o Hotel Intercontinental não representam uma maioria e sim uma “porção”. O tráfico de drogas é menor, infinitamente menor do que imaginamos. A questão, repito, não é tamanho e sim a ameaça. Nesse caso uma ameça maior à nossa cidade do que pode representar a ameça da polícia aos criminosos. É uma questão de inteligência.

Nós supervalorizamos o tráfico porque nosso poder público não consegue combate-lo. A estratégia de fazer o rato parecer um leão é atrativa aos olhos de quem precisa justificar uma inoperância histórica. O tráfico está mais para o rato da história do que para leão.

Se for verdade que o “bonde” estaria escoltando o chefe do morro da Rocinha – mais conhecido como “Nem” – isso significa que o “Nem” pode entrar e sair da Rocinha quando bem entende. Mas se a essa mesma teoria for falsa pior ainda! Prova-se que o “Nem” não é “nem” louco de sair da Rocinha à toa. Resumindo então: em qualquer um dos casos daria para saber facilmente onde o traficante está dentro da nossa cidade. Porque ele nunca foi capturado?

A gora que a confusão passou como é que fica? A Rocinha continua lá e o “Nem” também. Será que não falta é vontade de se querer, de fato, encontrar o que se procura?

A polícia agiu corretamente e de forma eficaz no sábado. Mas não podemos deixar de lembrar que essa mesma polícia também carrega um passivo histórico por ter deixado o clima chegar a esse ponto no Rio de Janeiro.

Uma pena que nosso país só dirija os olhares a essa realidade – recoberta por um verniz de que “eles são poderosos demais” – quando os tiroteios invadem o asfalto, preferencialmente nas áreas mais caras da Zona Sul.

Isso ainda vai dar samba…

Postado em 20 de agosto de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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Mariah Carey: atração em Barretos. / Foto: R7

Deu a louca no mundo da música. Eu já tinha percebido isso quando vi que a Ivete Sangalo iria cantar no “Rock in Rio”. E os fãs mais afoitos nem precisam se preocupar, ok?  Isso não é uma crítica à cantora!

Não é curioso que o festival que tem “ROCK” até no nome, agora englobe tantos vários estilos? A explicação é simples: o selo “Rock in Rio” já virou uma grife, uma marca, independentemente de quem esteja nos palcos. Tá bom, eu entendo, mas ainda dói no ouvido…

Um leitor aqui do blog, o Nelson, me surpreendeu quando lembrou que a cantora Mariah Carey também estará na festa de Barretos este fim de semana. Os fãs enlouquecem! 

Com uma lembrança tão sagaz, a frase do leitor vale destaque hoje:

“Ivete Sangalo no Rock in Rio. Mariah Carey na Festa de Peão de Barretos. Tiririca no horário político. O que nos falta? A Hebe grávida do Niemeyer?”

Um excelente fim de semana à todos!

Divirta-se com responsabilidade!

Tchau, tchau!

Fábio Ramalho

 

Omissão

Postado em 18 de agosto de 2010, por Fábio Ramalho, categoria Novidades
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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 19/08/2010 às 13h05

Sem pai nem mãe: abandono até depois da morte

 

Imagem ilustrativa, internet.

Sei que um corpo inerte não possui emoções. Mas como seres humanos que somos, providos de poder da reflexão e da projeção de emoções, consigo fazer um exercício bizarro que, para muitos, poderia até ser considerado mórbido. Poucos minutos depois de sair do ar, após a edição de ontem do “RJ RECORD” eu me perguntava: “como essa criança morta se sentiria ao saber que nem o pai nem a mãe foram buscar seu corpo no IML e niinguém da família apareceu?

Devaneios meus à parte, o que quero mostrar aqui é que esse abandono – até do cadáver da criança -  pode ser um bom indício de como era o  cuidado que essa criança recebia dos pais ainda em vida. Se o garoto de 2 anos era constantemente agredido; apareceu morto sem explicações; a mãe  – suspeita pelo crime - desapareceu e o pai ainda fugiu porque era procurado pela justiça em outro estado; o que pensar sobre os cuidados que essa criança recebia em vida?    

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POSTAGEM ORIGINAL:

 

Mais uma história macabra no Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa tem também suas nuances de terror quando se une a miséria, a baixa escolaridade e as drogas. Nesse caso não necessariamente estamos falando de tráfico. O problema teria sido o vício.

Uma criança foi encontrada morta em uma comunidade que fica ao lado de uma antiga fábrica que virou uma comunidade “indoor”. O pequeno menino tinha furos pelo corpo, uma tesoura ao lado e o mais impressionante: o irmão, de 3 anos de idade, brincado junto ao corpo, sem a menor noção do que tinha acontecido. Apesar da idade, o irmão mais velho não fala muito, mas confirmou aos policias que o irmão menor apanhou muito da mãe que seria viciada em drogas. As causas da morte? Isso ninguém sabe ainda.

 

É impressionante como as drogas consomem valores. Não há como imaginar outra possibilidade para um caso tão cruel e tão revoltante. Só mesmo vendo a expressão do pai ao encontrar o filho daquele jeito, para se conseguir avaliar – sem a a menor pretensão de chegar perto – a dor daquele homem. Isso considerando-se que realmente tenha sido a mãe a “executora”.

Hoje abri o “blog” e me deparei com um comentário de um telespectador dizendo que eu desmerecia as instituições públicas com meus comentários. Nessa horas penso qual seria o comentário que faria quando vemos um caso em que a cobrança para o estado teria que começar desde a questão da habitação, educação, emprego e geração de renda. Se esse “bojo” básico não consegue ser atendido em nosso país, como cobrar o “luxo” de um atendimento público para dependência química?

Acho que o problema de nós, brasileiros, é a banalização. Achamos tão normal não ter atendimentos básicos, simplórios, que quando cobramos tudo parece exagero.

O nosso poder público é falho. O nosso país arrecada e é omisso na assistência à população. O resultado vem onde os olhos públicos não estão, como neste triste caso, da criança supostamente assassinada pela própria mãe.

Para ilustrar bem essa banalização a que me refiro, reproduzo aqui uma imagem “campeã” do fotógrafo Evandro Texeira que retrata bem como essas mazelas cariocas são tão corrqueiras que muitas vezes não valem mais rostos assustados, e sim um sorriso, quase que em uma leitura “isso por aqui é normal”.